(trans.bor.do)
- Izabela Almeida

- 25 de mar. de 2024
- 1 min de leitura
ato ou efeito de transbordar.
diz muito sobre o efeito de sair das bordas, entornar-se. sobre a relação com o entorno, com tudo o que acontece à nossa volta. o impacto do que acontece de fora pra dentro (e vice-versa).
depois de uma pausa - um verdadeiro hiato nos diálogos que trago por aqui - efeito de um transbordo com a chegada dos 30 e com as várias questões que aqui ressoam, resgatei a vontade de falar. é que vida acontece e a pele vai ficando curta, transborda. parece que falta espaço e tempo, que a gente não consegue acolher tudo o que chega, sabe assim? é um tal de morde aqui, assopra de lá. de correria em meio ao caos.
é daí que vem uma série das coisas que a gente já conhece: síndrome do impostor, ansiedade, dúvida e uma porção de medo. é medo de não dar tempo, de não dar certo, dúvida se a gente é mesmo capaz de fazer acontecer aquilo que diz. dito isso, preciso também lembrar sobre o movimento de olhar pra trás e ver que a gente consegue sim. afinal, quantas coisas sonhamos e acontecem agora? importante lembrar que celebrar as pequenas (ou grandes) conquistas também faz parte do trajeto.
e sobre o transbordo, é mesmo real. expandir a pele faz parte de se permitir crescer. gosto de pensar que transbordar nada mais é que se dar a chance de ultrapassar e, que muitas vezes, o limite é somente borda, proteção. sempre vale a pena tentar.
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